À conversa com… Maria Lopes

Maria Lopes tem 17 anos e é a neta da voluntária Ana do Carmo Lopes. Neste último ano, tem participado ativamente em diversas iniciativas promovidas pela SMV, desde encontros e apresentações a angariação de fundos. Fomos conversar com a Maria para saber como tem sido para ela esta experiência.

Que aspetos mais valorizas nas várias colaborações que tens feito nas iniciativas da SMV?

Cada uma destas experiências permitiu-me conhecer melhor a associação e perceber o impacto positivo da partilha, da colaboração e da entreajuda, tanto nos que apoia, como nos que dela fazem parte. Entre os aspetos que mais valorizo na SMV estão sem dúvida o seu caráter dinâmico e a sua vitalidade. A associação está em constante movimento e não se deixa estagnar, algo que se nota, por exemplo, na variedade de eventos que dinamiza. Por outro lado, a sua tentativa constante de superação também é algo que me cativa, uma vez que a SMV procura  regularmente renovar projetos, alargar parcerias ao estabelecer pontes com outras organizações e criar iniciativas inovadoras, como é o caso do projeto EscritAfricando, que procura ajudar os jovens escritores dos PALOP a divulgar os seus trabalhos. No fundo, A SMV é uma organização que se desafia a si própria e se reinventa, procurando ser sempre o mais completa possível.

Achas que existe espaço na nossa associação e haveria interesse de gerações mais novas (leia-se jovens do secundário e universitários) para participar nas nossas iniciativas?

Quanto à possibilidade de incluir pessoas mais jovens na associação, acredito que existe não só espaço, mas também interesse e potencial para isso. Estudantes do ensino secundário ou do ensino superior com vontade de contribuir com as suas competências podem fazer a  diferença. Claro que é importante não esquecer que a identidade da SMV assenta no voluntariado sénior. No entanto, esse pilar não tem necessariamente de ser posto em causa com a inclusão de jovens. Uma solução poderia consistir na criação de um núcleo jovem que funcionasse de forma complementar à estrutura principal. Deste modo, seria reforçada a dimensão intergeracional tão característica da associação, mas mantendo sempre a sua essência. A SMV, e mais especificamente, o projeto Mentoring, é a prova de que numa altura em que parece haver uma grande falta de diálogo entre diferentes gerações, é possível fazer uma ponte efetiva entre estas. Afinal, com abertura e sentido de missão, voluntários verdadeiramente empenhados, independentemente da sua idade, são mesmo uma “mais-valia”.