No dia 09/05/2026 realizou-se um encontro dos associados do norte da Ser Mais Valia. O local do encontro foi no espaço da Associação AEPPR, sediada na Praça Exército Libertador (Largo da Feira de Pedras Rubras, assim designado porque nele acamparam as tropas liberais comandadas por D. Pedro IV em marcha para o Porto). Estiveram presentes, para além de associados, membros da Direção e da Assembleia Geral.
O encontro iniciou-se pela visita ao Mosteiro de S. Salvador, situado na freguesia de Moreira da Maia, no concelho da Maia. As primeiras notícias sobre o Mosteiro datam dos inícios do século X. Situado nas proximidades da via de origem romana que ligava Lisboa a Braga, servia os peregrinos de Santiago de Compostela. Chegou a possuir uma grande hospedaria de peregrinos, até meados do século XVI. Alguns autores referem que em meados do Séc. XII, este Mosteiro já teria adotado a regra de Santo Agostinho O conjunto está classificado como Monumento de Interesse Público.
Terminada a visita, iniciaram-se os trabalhos com uma agenda que tinha como pontos principais de reflexão o significado e sentido de pertença à SMV, canais de comunicação entre órgãos dirigentes e associados, estratégias de melhoria da comunicação e interação e a importância de encontros, nacionais, regionais ou outros, presenciais ou on-line, entre os membros da SMV. Constituíram-se dois grupos de trabalho que refletiram sobre os temas propostos mas distintos para cada grupo.
A parte da tarde iniciou-se com a apresentação e discussão das conclusões de cada grupo. Sobre o significado e sentido de pertença as opiniões expressas, consensuais, relevam a importância para o desenvolvimento pessoal e um envelhecimento ativo e, diferindo de outras associações seniores, pela possibilidade de partilhar o conhecimento acumulado em prol de outros públicos. Aqui, de novo a relevância do projeto Mentoring não apenas pela população que serve mas também pela possibilidade de interação com outras culturas.
Sobre a comunicação e as estratégias implementadas foi interessante constatar que os meios implementados são considerados suficientes e adaptados às características da SMV, de âmbito nacional. Os encontros presenciais são, no entanto, do agrado da maioria por permitirem e facilitarem uma maior interação entre associados.
Sendo que cada vez menos há orçamento para missões fora do país, explorou-se, em parceria com outras ONGD’s e associações de voluntariado, a possibilidade de cooperação para ações dirigidas a públicos deprimidos ou outros “entre portas”. E foi também tema de conversa, alargar estas ações não apenas em áreas mais académicas mas também a outras de lazer como as artes manuais (sugestão de uma associada que tem know-how e já desenvolve trabalho em tecelagem). Com a defesa do princípio de maior descentralização da ação pela Direção foi aflorada a possibilidade de delegar em associados disponíveis a identificação de novas áreas, público-alvo e captação de associados para o seu desenvolvimento.
Foi um dia de confraternização, de troca de ideias para a exploração de novas “estradas” para a SMV e terminou-se com mais um momento de convívio com umas bolachinhas e um cálice de Porto.
Clara Oliveira
Voluntária SMV